quinta-feira, 7 de março de 2013

Economia na perpetiva de um engenheiro



Falava hoje ao almoço com um colega que, apesar de ter formação base em engenharia, foi para economia tirar um mestrado em gestão de inovação. Contava ele algumas peripécias por que passara de entre as quais uma se destacou.
A meio de uma aula após resolver alguns cálculos algo complexos, daqueles que só se pode fazer depois de assumir um sem número de pressupostos no mínimo questionáveis, pergunta ele ao professor: “Bem, os cálculos estão feitos e agora como fica o país mais rico?”, deixando o professor deveras desconfortável. Tendo já sido alvo do habitual bulling a engenheiros
em faculdade de economia, o típico “ali o engenheiro...”, volta de novo à carga: “Sim, eu sou engenheiro e o engenheiro fez pontes, algumas caíram. Analisou-se o que falhou e agora desenha-se e constrói-se pontes que não caem! E na economia?”.
É um belo retrato da limitada utilidade que tem a história económica para além da parte da história. Claro que não é tão direto assim porque ajuda a se compreender melhor os potenciais efeitos de uma medida, mas é sempre uma boa caricatura da Economia, a ciência social que aspira ser uma ciência exata!

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