Falava hoje ao almoço com um colega
que, apesar de ter formação base em engenharia, foi para economia tirar um mestrado em gestão de inovação. Contava ele algumas
peripécias por que passara de entre as quais uma se destacou.
A meio de uma aula após resolver
alguns cálculos algo complexos, daqueles que só se pode fazer
depois de assumir um sem número de pressupostos no mínimo
questionáveis, pergunta ele ao professor: “Bem, os cálculos estão
feitos e agora como fica o país mais rico?”, deixando o professor
deveras desconfortável. Tendo já sido alvo do habitual bulling a
engenheiros
em faculdade de economia, o típico “ali o
engenheiro...”, volta de novo à carga: “Sim, eu sou engenheiro e
o engenheiro fez pontes, algumas caíram. Analisou-se o que falhou e
agora desenha-se e constrói-se pontes que não caem! E na
economia?”.
É um belo retrato da limitada
utilidade que tem a história económica para além da parte da
história. Claro que não é tão direto assim porque ajuda a se
compreender melhor os potenciais efeitos de uma medida, mas é sempre
uma boa caricatura da Economia, a ciência social que aspira ser uma
ciência exata!

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