sexta-feira, 8 de março de 2013

Dilema do Prisioneiro



O dilema do prisioneiro é um clássico da teoria do jogos. O problema baseia-se na detenção de dois companheiros de crime que são interrogado em salas separadas. Os polícias preparam interrogatórios separados em que os dois criminosos não podem comunicar um com o outro. A ambos os infratores é proposto um acordo para conseguir a denuncia do companheiro. Caso apenas um deles denunciar o outro, o que cedeu ao acordo da polícia sai em liberdade e o outro apanha 10 anos de cadeia. Caso ambos se denunciem apanham cada um 5 anos de cadeia e caso nenhum ceda à pressão da polícia ambos apanham apenas 6 meses de prisão. Este problema é abundantemente aplicado na área económica em situações onde há vários jogadores que atuam em simultâneo sem saber o que os adversários vão jogar.
Há  pouco ouvi na TV uma frase interessante: “São os consumidores que criam empregos e não os ricos”.
Esta afirmação seguida da polémica sobre o aumento ou não do salário mínimo e o resultado foi a recordação deste dilema. Se é verdade que uma empresa só vende se houver clientes a comprar, também é verdade que esses clientes só podem comprar se tiverem dinheiro, dinheiro que ganham a trabalhar. A questão aqui é: se uma empresa aumentar os salários dos colaboradores, ele vão poder consumir mais, mas não obrigatoriamente na sua empresa, logo, tal como no dilema do prisioneiro, o melhor cenário é aquele em que todas as empresas sacrificam a sua margem de lucro para aumentar salários e mais tarde ganhar com o volume de vendas. No entanto, como o ser humano é egoísta por natureza, raro é o empresário que aumenta os salários dos colaboradores para melhorar o desempenho da economia. Assim sendo, não seria proveitoso o Estado incentivar o aumento do consumo pelo aumento dos salários?

1 comentário: