quarta-feira, 29 de maio de 2013

Gestão de ansiedade

Imagem retirada de http://antoniozerafa.blogspot.pt

Não vai há muito tempo ouvi uma conversa de um colega recém pai sobre aventuras nas consultas com o pediatra. Dizia ele que para o bebé os pais são deuses, tudo acontece por causa deles, toda a sua vida gira em torno desses dois seres que o rodeiam. Como tal, uma das funções dos progenitores é planear a vida da criança e isto irá moldar o rebento, sendo aconselhável desde pequenos gerir a ansiedade da criança através da gestão das suas expectativas. Por exemplo: uma criança com ânsia de brincar com tudo que vê à frente se tiver uma orientação do género “brincas agora com isso, depois arrumas e depois brincas com aquilo a seguir” gere melhor essa ânsia e relaxa.
É um pequeno exemplo que vale o que vale mas tem sumo suficiente para se explorar esta abordagem noutros meio e para outras faixas etárias. Por exemplo: recentemente estive no estrangeiro e deparei-me com o ciclo dos semáforos a ser verde -> amarelo -> vermelho -> amarelo -> verde em vez do usual (para os portugueses) verde -> amarelo -> vermelho -> verde. O pequeno pormenor do amarelo entre o vermelho e o verde reduz a ansiedade do condutor, pois este sabe que só pode avançar no verde mas antes é avisado com um sinal amarelo.

Um detalhe, é certo, mas que, com a gestão de expectativas, reduz a ansiedade dos condutores, o que melhorará a segurança dos mesmos ao volante, ceteris paribus.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dilema do Prisioneiro



O dilema do prisioneiro é um clássico da teoria do jogos. O problema baseia-se na detenção de dois companheiros de crime que são interrogado em salas separadas. Os polícias preparam interrogatórios separados em que os dois criminosos não podem comunicar um com o outro. A ambos os infratores é proposto um acordo para conseguir a denuncia do companheiro. Caso apenas um deles denunciar o outro, o que cedeu ao acordo da polícia sai em liberdade e o outro apanha 10 anos de cadeia. Caso ambos se denunciem apanham cada um 5 anos de cadeia e caso nenhum ceda à pressão da polícia ambos apanham apenas 6 meses de prisão. Este problema é abundantemente aplicado na área económica em situações onde há vários jogadores que atuam em simultâneo sem saber o que os adversários vão jogar.
Há  pouco ouvi na TV uma frase interessante: “São os consumidores que criam empregos e não os ricos”.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Economia na perpetiva de um engenheiro



Falava hoje ao almoço com um colega que, apesar de ter formação base em engenharia, foi para economia tirar um mestrado em gestão de inovação. Contava ele algumas peripécias por que passara de entre as quais uma se destacou.
A meio de uma aula após resolver alguns cálculos algo complexos, daqueles que só se pode fazer depois de assumir um sem número de pressupostos no mínimo questionáveis, pergunta ele ao professor: “Bem, os cálculos estão feitos e agora como fica o país mais rico?”, deixando o professor deveras desconfortável. Tendo já sido alvo do habitual bulling a engenheiros