[/caption]Muito se resmunga e pouco se faz neste país... Porque é que ninguém resolve os casos que vêm à baila na comunicação social? Toda gente sabe e ninguém faz nada? Porquê?
Não adianta lamentações se tudo ficar na mesma! Por isso, se quem de direito não age, porque não ages tu?
Segue em anexo uma carta aberta dirigida a várias entidades, na esperança de uma resposta muito simples: está ou não a comunicação social a divulgar falsas notícias? Se se verificar que as notícias que todos os dias nos entram pelos olhos são verdadeiras, está na altura de agir, já que os organismos competentes nada fazem!
Eu sozinho nada mudo, tu sozinha(o) nada mudas, mas se agirmos todos, alguma coisa tem de mudar!
Já pensaste no que aconteceria se tu investisses 30m por semana a reclamar (a sério) das coisas que estão escandalosamente mal?
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Exmos. Srs.,
Enquanto contribuinte, eleitor e cidadão interessado, não posso deixar passar certas situações em branco, situações que mexem com o meu bem estar, o bem estar de todos os cidadãos, em especial dos contribuintes.
Antes de começar a desenvolver um rol de situações para as quais não entendo o porquê de existirem e, pior, de não serem corrigidas, permitam-me a seguinte questão: há mentiras a circular na comunicação social?
Não gosto de fazer acusações sem fundamento, por isso solicito que respondam a esta questão, pois se existem difamações sobre a maneira como são aplicados os meus impostos, o alvo é (para além do visado que não defende a sua honra) a comunicação social.
Partindo do pressuposto que não circulam noticias falsas, pois se o houvesse esperava ver o Estado a defender a sua imagem, passo a expor algumas situações para as quais não vejo fundamento:
> Vi uma reportagem em que se afirmava haver capital reservado para aquisição de viaturas de combate a incêndios, mas a compra não avançava devido a burocracia. Há dinheiro reservado, há necessidade de mais meios, porque não avança o processo?
> Águas de Portugal: a existência de 388 veículos para uso de dirigentes e o elevado gasto de gasolina até passava (depois do que passa impune neste país), mas a desculpa dada, indicando que os altos dirigentes se deslocam aos locais das avarias é um atentado à inteligência do português! (há uma reportagem televisiva sobre o assunto)
> Há algum estudo sobre o impacto económico-social da introdução de portagens nas Scut (curiosamente apenas no norte de Portugal, pelo menos na intenção inicial), ou apenas se verificou que as Estradas de Portugal precisavam de financiamento e avançou-se com esta solução? Como é que não há dinheiro num organismo do Estado que não cumpre com os seus deveres, nomeadamente na manutenção de estradas e manutenção de postos SOS? Foi pensado, para além de aumentar os custos do cidadão nas deslocações para o seu emprego e que as empresas terão um acréscimo de custos que colocará em risco a existência de muitas delas, que esta decisão agravará a desertificação do interior do país, colocará em risco o posto de trabalho de cidadãos que se fixaram na periferia dos grandes centros por haver vias para rápida deslocação da periferia para os centros desertos de habitantes e com terrenos sobre-avaliados, cidadãos estes que se tornam mais propícios a ingressar nas listas de desempregados e receptores de 'ajudas' com o rendimento social de inserção?
Sinto cada vez mais que estou a ser roubado e que toda gente sabe mas ninguém faz nada. Quando digo ninguém refiro-me a quem de direito, o Estado, o Governo, o Ministério Publico, … Não se espera que seja o cidadão a intentar em tribunal contra os organismos do próprio Estado, certo? Principalmente neste país em que a justiça é para ricos e pacientes...
No entanto, se quem de direito não actua, cabe a todos nós fazer algo! O quê? Não sei, mas se começarem a haver mais reclamações de contribuintes sobre o uso do seu dinheiro, haverá mudanças? É necessário reclamar por escrito numa qualquer instituição Estatal para haver reacção?
Não tenho soluções, mas V. Exas. têm os meios e o poder para resolver o que está escandalosamente errado, tudo isto partindo do principio que não circulam noticias falsas na comunicação social. Por esse motivo aguardo resposta à primeira questão desta carta electrónica aberta, enviada às seguintes entidades e publicada em http://japensaste.pt.vu:
Governo, Economia e Inovação e Finanças e Administração Pública via http://www.portugal.gov.pt;
gp_ps@ps.parlamento.pt;
gp_psd@psd.parlamento.pt;
gp_pp@pp.parlamento.pt;
bloco.esquerda@be.parlamento.pt;
gp_pcp@pcp.parlamento.pt;
PEV.correio@pev.parlamento.pt;
mailpgr@pgr.pt;
info@adp.pt;
ep@estradasdeportugal.pt;
geral@japensaste.host56.com.
Com os melhores cumprimentos,
Vítor Silva
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