[/caption]Nestes últimos dias tenho andado a pensar que, mais uma vez, a intriguista da comunicação social fez das suas...
Na ânsia de vender notícias, a TV voltou a distorcer os factos, visando desta vez a nossa ministra da educação. Dizem eles que a ministra é contra os 'chumbos' na escola. E atenção! Não são os 'chumbos' aplicados pelo nosso debilitário sistema de ortodontia, nem mesmo os 'chumbos' das armas que por vezes passam pelos recreios de certas escolas! A ministra falava dos 'chumbos' = não passar de ano na escola. Pensava eu que era mais um caso de distorção da verdade, mas não, desta vez a mensagem foi bem transmitida...
A nossa ministra, e escritora, diz que as reprovações são prejudiciais para os alunos e que há alternativa bem simples! Logo no início do ano lectivo, quando um professor detecta um aluno com mais dificuldades, o professor deverá dar mais atenção e esse aluno para que, através do incentivo, ele possa aumentar o seu interesse e rendimento. Ah! E as nossas escolas estão preparadas para isso!
Bem... Se calhar é culpa minha, que sempre frequentei escolas públicas, mas acho que um aluno a saber que chega ao final do ano e passa de qualquer forma, não vai prestar muita atenção e respeito ao professor muito muito bom que ele seja, o que também é difícil.
Posso não acreditar neste ponto de vista da nossa ministra mas apoio! Da mesma forma que vou pregando (quase aos peixes) que com consciência colectiva se resolvem os problemas económicos, a ministra Isabel Alçada também deve continuar a consciencializar os demais, que com consciência colectiva o problema educativo se resolve! A diferença é que eu tenho noção que essa consciência colectiva é muito difícil de se atingir e por isso não a divulgo oficialmente, quando é 'a doer'...
Apesar de tudo, acho que não se deve intentar pela via da critica destrutiva, muito em voga para os lados de São Bento por isso, vou apresentar algumas sugestões de alternativas:
Gosto de acreditar que não há pessoas que nascem sem capacidades, as suas capacidades vão se adquirindo ao longo da sua formação, que é a vida. Como tal, no que cabe ao contributo do Estado (a educação), porque não ter mais cuidado na escolha dos professores? Porque é que se há de proteger esta classe profissional? Porque é que os professores são destacados por rankings (independentemente de como são feitos esses rankings) e não por contratação dos melhores trabalhadores?
Não sou psicólogo, mas acho que deve ser delineada uma estratégia concertada para alterar a mentalidade que se vive nas escolas. Para além de reforçar a atenção nas bases da educação (por exemplo, nas bases da matemática, que é o que torna esta ciência tão mal amada), tem que se por de lado o pensamento do “boas notas é betinho” ou o “eu é que sou fixe porque respondi torto ao professor” e trocar por uma mentalidade de procura do saber, não importa se as notas são as melhores, mas é importante que se saiba o básico (e hoje em dia o 'básico' não é, nem pode ser, saber ler e escrever, como à 30 anos atrás). Mas deixo a prática para quem de direito, alertando para o facto de esta acção levar uma ou duas gerações a dar frutos, pois a educação não começa na escola.
Não estou no terreno e por isso não sei ao certo se há ou não condições para o ensino, só sei que deviam haver condições físicas e profissionais bem motivados e remunerados a formar o futuro deste país. Quando chega a este ponto ouve-se sempre a mesma contra-argumentação: “não há meios”. Quando ouço isto não posso deixar de pensar se seria melhor aplicar fundos na educação ou em pontes, TGV, aeroportos, submarinos,... Ah! E deixar escapar 13.000.000€ de base tributável ao fisco (já prescritas), apenas de gente ligada ao Freeport! Bem sei que é melhor aumentar tudo que é imposto à classe média e às PME (motores da economia do país), que cobrar o que é devido a poderosos e a bancos que, quando 'choramingam', são ajudados e continuam a ter lucros astronómicos...
Mas adiante, isto já vai longo e fico-me por aqui. Vou deixar para depois o crescente facilitismo que o ensino superior se vê forçado a permitir quando confrontado com Bolonha e o novo modelo de financiamento do ensino superior.
Onde anda a exigência??
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