sábado, 24 de julho de 2010

Cada um com o seu papel

[caption id="attachment_587" align="aligncenter" width="300" caption=" "]Participação[/caption]

Muitas vezes ouço vozes revoltadas com o 'sistema', vozes indignadas, com raiva no discurso. Ouço esses desabafos e penso: "está certo, tens toda a razão". Mas vamos lá ser práticos: que 'sumo' se retira desses desabafos? Normalmente Zero! De que adianta resmungar por causa das portagens nas SCUT, do aumento do preço da electricidade (com EDP a lucrar à grande) ou do aumento dos custo com o crédito à habitação (enquanto os bancos lucram milhões por dia)? Não adianta de nada se nada fizeres!

Normalmente quando trago para discussão a inércia do português, a reacção usual é algo do tipo: "eu não tenho poder para mudar isso, 'eles' é que deviam fazer alguma coisa!". Isto levanta uma questão: mas afinal, quem são eles?

Eu aponto o dedo (vale o que vale): 'eles' sou eu, és tu, somos todos! O 'eles' não existe, é apenas a desculpa para nada fazer.

Nem todos podem mandar, nem todos devem obedecer, cada um tem o seu papel, por mais insignificantes que pareça, cada um de nós tem um contributo para dar, todos podem (e devem) participar. É uma questão de postura pessoal. Há quem vá construir escolas para Moçambique, há quem escreva e-mails aos deputados, há quem se candidate à presidência de uma autarquia e há quem passe bons valores aos mais novos, o certo é que cada um tem um papel a desempenhar para fazer as coisas acontecerem.

Já pensaste que 'só sai a quem joga'?

E tu, desempenhas o teu papel?
Vítor Silva

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