SCUT, acrónimo para”Sem Custos para os Utilizadores”, parece que vai passar a ser precisamente isso, um acrónimo. Pelo menos no Norte, SCUT vai ser como 'bica' ou 'bifanas', vai ter um significado diferente dos nossos compatriotas lá de baixo.
Enfim, mudam-se os tempos, mudam-se as necessidades...
Ainda ontem passou um documentário na televisão sobre o importante papel, que no século passado, desempenharam as minas de carvão de São Pedro da Cova e a Siderurgia Nacional, ambas situadas na Maia, uma cidade no arredores do Porto, para quem não sabe (vou assumir que todos sabem onde fica o Porto, ainda que pareça que há quem não saiba que há vida acima das Sete Colinas). É claro que o tempo passa, as coisas mudam e tudo se transforma, só é pena ver-se um país com modestas dimensões geográficas com, para além ter tudo no litoral, levar tudo para a capital.
Atenção, caro leitor ou leitora, desengane-se se pensa que sou contra a cobrança de uma taxa pelo uso das SCUT, pelo contrário, se o país precisa de capital para se erguer do pântano que nos é desenhado pelo vil especulador do estrangeiro, que se cobre!
Mas há uma coisa... Para que é que se vai cobrar portagens em três SCUT, numa zona do país com uma indústria combalida e onde se ganha bem menos que na capital? Será que os industriais que ganham menos são mais lucrativos para os cofres do Estado que os terciaristas que ganham mais? E mais: o que é o 'cofre do Estado'? Será um espaço físico para onde (se consta que) Salazar atirava os dentes Douro vindos do centro da agitação mundial nos anos 40? Ou será o espaço virtual onde cai o contributo de todos os portugueses para ser esbanj... perdão, aplicado pelos nossos governantes?
Adiante, estou-me a desviar do assunto... Claro que é justo, e necessário, recorrer à cobrança de portagens nas SCUT do Norte, nas do Centro e nas do SUL (nunca entendi porque é que quando deixou de haver o senhor da meteorologia, se cortou o país às fatias, isto sem se ter avançado com a regionalização...)!
Se para reduzir o défice não chegou cortar na despesa fútil, que se arrecade mais receita!
Parece que já não se pode cortar mais nada, nem na construção do TGV (prioridade europeia... deve estar previsto uma erupção com duração de pelo menos 15 anos para isto ser rentável), nem em aeroporto (não sei se alguém sabe se é economicamente viável), nem em auto-estradas (estas sim, realmente, e à partida, a pagar), nem em reformas milionárias de 'rapazinhos', nem em submarinos (com uma manutenção elevada, mas com um papel muito importante nesta potencia militar marítima), nem na venda dos CTT (vai certamente aumentar o equilíbrio geográfico), nem no fecho de escolas (para habituar os miúdos desde pequenos ao êxodo rural), nem nos custos com campanhas eleitorais e festas, nem em carros topo de gama descartáveis, nem...
Enfim... Não temos alternativa, nem coragem política, para reduzir mais a despesa, já estamos no essencial. Está na hora de voltar atenções para a receita: IVA, IRC, SCUT, ...
terça-feira, 8 de junho de 2010
SCUT
SCUT
SCUT, acrónimo para”Sem Custos para os Utilizadores”, parece que vai passar a ser precisamente isso, um acrónimo. Pelo menos no Norte, SCUT vai ser como 'bica' ou 'bifanas', vai ter um significado diferente dos nossos compatriotas lá de baixo.
Enfim, mudam-se os tempos, mudam-se as necessidades...
Ainda ontem passou um documentário na televisão sobre o importante papel, que no século passado, desempenharam as minas de carvão de São Pedro da Cova e a Siderurgia Nacional, ambas situadas na Maia, uma cidade no arredores do Porto, para quem não sabe (vou assumir que todos sabem onde fica o Porto, ainda que pareça que há quem não saiba que há vida acima das Sete Colinas). É claro que o tempo passa, as coisas mudam e tudo se transforma, só é pena ver-se um país com modestas dimensões geográficas com, para além ter tudo no litoral, levar tudo para a capital.
Atenção, caro leitor ou leitora, desengane-se se pensa que sou contra a cobrança de uma taxa pelo uso das SCUT, pelo contrário, se o país precisa de capital para se erguer do pântano que nos é desenhado pelo vil especulador do estrangeiro, que se cobre!
Mas há uma coisa... Para que é que se vai cobrar portagens em três SCUT, numa zona do país com uma indústria combalida e onde se ganha bem menos que na capital? Será que os industriais que ganham menos são mais lucrativos para os cofres do Estado que os terciaristas que ganham mais? E mais: o que é o 'cofre do Estado'? Será um espaço físico para onde (se consta que) Salazar atirava os dentes Douro vindos do centro da agitação mundial nos anos 40? Ou será o espaço virtual onde cai o contributo de todos os portugueses para ser esbanj... perdão, aplicado pelos nossos governantes?
Adiante, estou-me a desviar do assunto... Claro que é justo, e necessário, recorrer à cobrança de portagens nas SCUT do Norte, nas do Centro e nas do SUL (nunca entendi porque é que quando deixou de haver o senhor da meteorologia, se cortou o país às fatias, isto sem se ter avançado com a regionalização...)!
Se para reduzir o défice não chegou cortar na despesa fútil, que se arrecade mais receita!
Parece que já não se pode cortar mais nada, nem na construção do TGV (prioridade europeia... deve estar previsto uma erupção com duração de pelo menos 15 anos para isto ser rentável), nem em aeroporto (não sei se alguém sabe se é economicamente viável), nem em auto-estradas (estas sim, realmente, e à partida, a pagar), nem em reformas milionárias de 'rapazinhos', nem em submarinos (com uma manutenção elevada, mas com um papel muito importante nesta potencia militar marítima), nem na venda dos CTT (vai certamente aumentar o equilíbrio geográfico), nem no fecho de escolas (para habituar os miúdos desde pequenos ao êxodo rural), nem nos custos com campanhas eleitorais e festas, nem em carros topo de gama descartáveis, nem...
Enfim... Não temos alternativa, nem coragem política, para reduzir mais a despesa, já estamos no essencial. Está na hora de voltar atenções para a receita: IVA, IRC, SCUT, .
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