domingo, 27 de junho de 2010

Gastar menos e não, produzir mais

[caption id="attachment_572" align="aligncenter" width="300" caption="Dinheiro"]Dinheiro[/caption]

Cada vez mais se nota que o maior problema que assola o planeta não é a insuficiente produção de bens , mas sim o desperdício. Se existissem recursos ilimitados este problema não existiria, nem este problema nem a economia.

Felizmente, os nossos governantes estão a dar o exemplo! Um pequeno país à beira mar plantado está a reduzir custos a grande ritmo. Afinal é o que se precisa! Se estão a acabar (se é que já não acabaram) as facilidades de financiamento externo, é preciso reduzir custos!

Nos últimos tempos temos tido belas notícias de deslocação de miúdos para outras escolas, reduzindo custos na formação dos portugueses, criação de portagens nas SCUT (não sei o que significa agora a sigla) a norte, reduzindo assim os custo de homogeneização do território, ou até novo agrupamento de utentes nos centros de saúde, reduzindo assim os custos com a saúde dos portugueses. É de louvar estas difíceis medidas de redução de custos!

Em medidas como estas dá para ver o tipo de governantes que temos em Portugal, atenção que governantes não é só o PM ou o governo, são todos os dirigentes desde o PR, ao PM, governo, deputados, secretários de estado, presidentes de câmara, presidentes de junta, …

Esses senhores são muito fortes com o punho de ferro junto da classe média, já nem falo dos mais pobres, pois a classe média e as PME é que movimentam o país, não são as grandes empresas! Esses senhores são muito fortes a anunciar cortes ao pequenino, deixando o grande a encher os bolsos.

Se assim não for, por favor me contradigam. Gostava muito de saber que os nossos governantes colocam portagens em SCUT a norte porque é uma zona com rendimento médio acima da média nacional e tem alternativas viáveis (by José Sócrates um destes dias na televisão), que encerram o sistema SOS porque todos os portugueses têm acesso a telecomunicações móveis acessíveis e que não têm falhas de rede em todo o país e porque os condutores portugueses estão muito responsáveis na estrada, que os grandes projectos – vulgo TGV, novo aeroporto e afins – têm viabilidade económica e representam emprego para o país nesta época conturbada (alguém sabe quem vai fazer as construções? O capital vai ficar cá?), ...

Vítor Silva

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