[/caption]Revês nos deputados, eleitos por todos nós, a defesa dos teu interesses? Gostavas de ver melhor representada a tua opinião?
Uma proposta para melhorar este aspecto passa pela mudança no sistema de eleição dos deputados. Isto foi proposto, vamos aguardar resposta dos nosso representantes.
Deixo abaixo o e-mail enviado aos grupos parlamentares do nosso país.
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Exmos. Srs.,
Foi com muito agrado que ouvi hoje no telejornal, no seguimento de noticia relativa a um movimento que defende a redução do número de deputados da AR, que o PSD está receptivo a discutir uma mudança no sistema eleitoral.
Não me diz muito a redução do número de deputados, isto porque há trabalho a fazer (ao contrário do que transparece nos debates, que chegam até a ser infantis, mas a comunicação social também sabe escolher...), porque há pequenos partidos que devem estar presentes em plenário e porque esta proposta tem como motivação a resolução da crise que se atravessa e não é uma medida significativa (em termos de poupança, ao que me parece).
Já tinha esta ideia em mente à algum tempo, que ainda não avançou, mas vejo hoje uma oportunidade para a trabalhar.
Gostaria de participar numa proposta de mudança do sistema de eleição dos deputados, representantes do povo, dos contribuintes na Assembleia da República. Proposta esta que passa por formular uma evolução do sistema de eleição inglês de deputados, de uma forma ligeiramente diferente da proposta em Espanha à uns atrás. Em vez do actual sistema de listas propostas pelos diferentes partidos, sistema que promove os chamados 'boys', os elegíveis que não cumprem a função para que são eleitos e pagos por todos nós contribuintes, proponho um sistema em que os eleitores de cada município em vez de votar em partidos, votem em pessoas que mais tarde se juntariam ou não em partidos, por uma questão ideológica ou estratégica.
Vejo neste sistema como vantagens:
melhorar a imagem dos políticos pela proximidade que cada eleitor sentirá para com os deputados (e em especial com o agraciado com o seu voto), o que a prazo aumenta a participação e o interesse dos portugueses nos problemas e feitos do país;
torna mais justo o acesso a uma posição de decisão a candidatos independentes, usualmente com ideias mais próximas do que os eleitores querem/precisam por não estarem 'moldados' ao sistema, à ideologia partidária;
promove a meritocracia, a atribuição de um cargo de representatividade a quem preenche as expectativas de quem o/a elegeu e não apenas a atribuição de um cargo a quem está numa lista escolhida por um organismo partidário.
Atenção! Não quero com isto desvalorizar o papel dos partidos políticos, papel esse muito importante enquanto 'fazedores de opinião', pelo peso e reconhecimento social que possuem.
Este sistema promove também uma dinamização dos órgãos partidários, dinamização essa impulsionada pela necessidade de cativar a preferência dos eleitos pelos portugueses, que não são necessariamente afectos a uma estrutura partidária.
Em traços gerais a ideia base é esta: os eleitores deixam de votar em partidos, passando a votar em pessoas, em representantes distribuídos proporcionalmente consoante o número de eleitores de cada zona. Os pormenores podem muito bem ser trabalhados numa fase posterior.
Em tempos tão atribulados economicamente como os que vivemos, eu não diria que uma questão como esta tivesse espaço para ser discutida no entanto, ao que parece, (ainda) há espaço para discussões que pretendem aprimorar o funcionamento do organismo que representa os portugueses. Digo que parece haver espaço para este tipo de temas, porque ainda se perde tempo com comissões de inquérito que visam apenas brincar aos detectives, avança-se (ou diz-se que sim) com grandes investimentos de viabilidade económica ainda não demonstrada e com picardias políticas que tencionam apenas denegrir a imagem de outro partido (como infelizmente é recorrente neste país) em vez de unir esforços a melhorar a imagem de Portugal no estrangeiro (onde estão os investidores que analisam se querem ou não financiar Portugal).
Seria interessante ver um partido político propor uma mudança que, à primeira vista, retira 'poder' aos partidos, mas que no fundo o aumenta pela legitimidade que os votantes atribuem a deputados escolhidos por nós e não por uma estrutura partidária.
Esta é uma carta electrónica-aberta, enviada ao conhecimento das seguintes entidades e publicada em http://japensaste.pt.vu :
- Grupo Parlamentar do Partido Socialista – via gp_ps@ps.parlamento.pt;
- Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata – via gp_psd@psd.parlamento.pt;
- Grupo Parlamentar do Partido Popular – via gp_pp@pp.parlamento.pt;
- Grupo Parlamentar do Partido do Bloco de Esquerda – via bloco.esquerda@be.parlamento.pt;
- Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português – via gp_pcp@pcp.parlamento.pt;
- Grupo Parlamentar do Partido Ecologista "Os Verdes" – via PEV.correio@pev.parlamento.pt;
- JáPensaste – via geral@japensaste.host56.com.
Agradeço um comentário ao proposto e se estão ou não interessados em canalizar recursos humanos para esta iniciativa.
Com os melhores cumprimentos,
Vítor Silva
Gosto da ideia... Já me passou algo do género pela cabeça, mas tenho uma dúvida.
ResponderEliminarSe as pessoas quando vão votar num presidente da junta de freguesia não conhecem metade dos candidatos, como conhecer todos os deputados?
Isso também ia esbanjar mais dinheiro nas auto-promoções de cada indivíduo...
Por isso continuo a votar em branco.
Sinto-me desiludido e derrotado face ao nosso país. Sei de presidentes de juntas que gastaram muito dinheiro do estado nas suas casinhas; estou farto de ver 3 homens a dar opinião enquanto outros 2 trabalham, etc etc etc. Todo o estado, dos deputados até ao trabalhador de função pública estão corrompidos... (Nem todo, isto é exagero, mas grande parte).
O problema é... Por onde começar? E quem quer trabalhar contra o ciclo vicioso em que estamos sem ser fazendo campanhas politicas?
À partida não me parece que uma campanha de proximidade seja mais dispendiosa que uma campanha de massas. Mesmo assim, a vertente dos gastos é um pormenor técnico que não se deve sobrepor ao expectável beneficio na representatividade. Principalmente se se tiver em conta os montantes hoje utilizados nas campanhas actuais.
ResponderEliminarEu também já votei em branco e vou continuar a votar enquanto não tiver um candidato que mereça a minha confiança.
Estava eu na faculdade (não à muito tempo) quando um amigo me diz algo do género: "em vez de só criticares, estás em idade e com formação para fazer alguma coisa". E tu não achas que podes fazer alguma coisa para mudar o que TU achas que está mal?
Por mais pequena que seja a coisa, cada um de nós pode fazer algo para mudar o mundo. Soa a utopia mas não é! É preciso é dar o primeiro passo e encontrar a maneira ideal (para cada um).
Eu comecei por ser interventivo na faculdade e fui crescendo. E tu, o que podes fazer?
Eu sinto que não tenho background político suficiente para iniciar algo de uma dimensão apreciável (o suficiente para ser interventivo). Sinto que precisava de pares a trabalharem comigo nessa área, ou um mentor, alguém com conhecimento, com experiência e não tendencioso.
ResponderEliminarAlém disso tudo... Estou numa faculdade de ciências, onde pouco ou nada se fala de política.
Mas vou pensar melhor acerca desse assunto.
Política é originalmente designada como a arte de gerir os assuntos das cidades ('polis' no grego antigo - um bem haja ao sapiente Wikipédia!). Agora, não é político apenas aquele que gere uma cidade ou um estado (note-se que não acho que a política seja uma coisa má, muito pelo contrário! O que é mau é o uso que fazem da política e da confiança dada pelos cidadãos a outros cidadãos para representar todo o grupo).
ResponderEliminarUm bom sítio para começar (e que Bolonha não vem facilitar nada), é participar em grupos académicos e/ou associações de estudantes. Aprende-se muito: desenrasque, gestão de pessoas, conflitos, tempo, projectos, dinheiro, ... Falo por experiência própria.
É uma questão de começar por baixo, começar a intervir numa esfera próxima e confortável e ir crescendo.
Não deve conhecer a minha faculdade. Chamam-lhe a faculdade das havaianas e por motivos muito... Razoáveis.
ResponderEliminarA nossa A.E. tem mais cartazes pró-cerveja e festas, que interventivos no quer que seja. E é verdade, o bolonha está a dar cabo de mim.
Estou neste momento a estudar para 3 exames seguidos, 6 meses de matéria muito condensada... Só saio de casa para tomar um café. E apreciar um 7-0 claro. ;)
Parece que não ando com muita sorte.
Nota: Os restantes "grupos" são completamente incompatíveis com estudantes que querem passar as cadeiras todas à primeira.
Mas, estava a pensar tornar-me militante de um partido com o qual me identifique (mesmo que parcialmente). Ainda assim, não seria para lutar indefinidamente pelo partido mas mais num intuito de aprendizagem.
Não me cabe a mim dizer o que é certo ou errado, até porque não o sei. Só não podia deixar de defender o que vi(vi): até os cartazes pró-cerveja e as festa têm trabalho por trás, a quantidade / qualidade do trabalho depende do tempo que cada um queira investir. Já os grupos académicos, podem à primeira vista parecer incompatíveis com um curso feito no tempo 'regulamentar', mas não é obrigatoriamente assim, é tudo uma questão de gestão de tempo (o que é uma aprendizagem e treino bastante úteis).
ResponderEliminarClaro que as realidades não são iguais em todas as casas, por isso cada um tem de ver o seu caso.
De qualquer forma, é bom que haja mais jovens interessados. Tenta cativar mais gente e certamente vais encontrar quem já intervém em algo e não sabias e outros que precisam apenas de um impulso.
O povo precisa de ser mais interessado para evitar os abusos que hoje estão a dar frutos podres. Vai demorar pelo menos uma geração, mas o povo português tem de deixar o fado, a fatalidade de lado.