quinta-feira, 22 de abril de 2010

Participação dos cidadãos

[caption id="attachment_517" align="aligncenter" width="300" caption="Zé Povinho"]Zé Povinho[/caption]

Quem nunca ouviu (ou quem nunca o fez) alguém a queixar-se, dizendo que era sempre a mesma coisa em Portugal, sempre os mesmos a 'comer' e nunca iria mudar? Certamente toda gente já presenciou ou interpretou esta situação.

Deixem-me apresentar um facto: de tu nada fizeres, vais ver 'zero' a mudar!

Já não chega do estigma do Zé Povinho, empenhado a fazer manguitos porque não faz nada para mudar o que está menos bem? Parece-me que todos temos uma palavra a dizer quando as coisas não correm de feição e tem que se aproveitar os meios que existem. A informação é o bem mais precioso que existe e na era na informação, com as redes sociais cada vez mais perto de dominar o mundo, é mais fácil passar mensagens de forma massificada. No entanto, como tudo, não há apenas aspectos positivos. No revés da medalha temos uma quantidade quase imensurável de lixo informativo a circular e por isso tem que se aprender a filtrar a informação.

Após esta introdução, gostava que cada um de vós meditasse sobre o seguinte: estás satisfeito(a) com quem te representa? Porquê?

Arrisco afirmar que a maioria não está satisfeita e desses, a maioria não tem essa opinião por motivos ideológico-partidários (leia-se, pessoas parciais por serem adeptas ferrenhas de uma das equipas).

Estou farto de ver os deputados, nossos funcionários (sim, quem lhes paga somos todos nós, contribuintes), terem uma atitude negligente nas suas funções. Por mim chega de faltas justificadas em dias de sol apelativo, chega de discussões estéreis (que lembram miúdos da primária), chega de brincar aos detectives em comissões parlamentares de assuntos que são da responsabilidade dos tribunais (e são usados como munições políticas)!

Neste sentido, foi enviada uma carta electrónica aberta (ver em baixo) ao departamento de relações públicas da Assembleia da República, bem como a todos os grupos parlamentares a perguntar como podemos nós (contribuintes) despedir por justa causa os funcionários que forem grosseiramente negligentes (deputados).

Talvez não não respondam, talvez sejam precisas muitas assinaturas, não sei. Vamos ver no que dá.

Serei o único a pensar assim?

E tu, já fizeste mais que criticar?

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Exmos. Srs.,

Como resultado de toda uma confluência de situações, venho por este meio apresentar a seguinte questão:

Recorrendo à jurisprudência, visto que uma entidade patronal, em caso de gravosa falta de competência e/ou acções inapropriadas, pode despedir por justa causa um funcionário, podem os cidadãos fazer o mesmo a deputados da Assembleia da República?

Uma vez que os cidadãos são que elege e remunera os nossos representantes no parlamento, podem os cidadãos (enquanto entidade patronal) despedir por justa causa deputados (funcionários)? Que diligências podem ser tomadas? Tem de ser discutido em assembleia, motivado por petição? Por pedido ao Exmo. Sr. Presidente da República (com ou sem assinaturas)?

Agradeço desde já a atenção, ficando a aguardar um comentário da vossa parte.

NOTA: Esta é uma carta electrónica aberta, difundida no portal http://japensaste.pt.vu, e foi enviada para:

Centro de Informação ao Cidadão/Relações Públicas – via portal http://www.parlamento.pt;

Grupo Parlamentar do Partido Socialista – via gp_ps@ps.parlamento.pt;

Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata – via gp_psd@psd.parlamento.pt;

Grupo Parlamentar do Partido Popular – via gp_pp@pp.parlamento;

Grupo Parlamentar do Partido do Bloco de Esquerda – via bloco.esquerda@be.parlamento.pt;

Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português – via gp_pcp@pcp.parlamento.pt;

Grupo Parlamentar do Partido Ecologista "Os Verdes" – via PEV.correio@pev.parlamento.pt;

JáPensaste – via geral@japensaste.host56.com.

Com os melhores cumprimentos,

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