quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Portas, Paulo Portas

[caption id="attachment_482" align="aligncenter" width="300" caption="Pedagogo"]Pedagogo[/caption]

Sou uma pessoal que não gosta de fazer as coisas só porque sim e não costumo acreditar cegamente no que me dizem. Mas também sou um pouco malandro... Mas não é um "malandro" de "sacanagem", é um "malandro" de tirar gozo em estar sem fazer nada. Por causa da malandragem apenas por estes dias resolvi ir confirmar o significado de "demagogia".

"Demagogia" tem hoje em dia uma conotação negativa, mas nem sempre foi assim... Nos primórdios, este vocábulo de origem grega significava capacidade de dirigir o povo! No entanto, ao longo dos tempos e com a ascenção dos políticos no seu formato actual, a palavra passou a ter uma conotação negativa, passou a estar ligada à capacidade oratória de convencer o povo, usando os meios/argumentos que forem necessários.

Neste sentido, o adjectivo “demagogo” parece-me encaixar (não só, mas também) em Paulo Portas. Apesar de concordar com ele quando diz que, fica mal a um jovem com menos de quarenta anos aceitar uns milhões para sair da PT, também soa mal ouvir estas palavras vindas de um político que tem uma bela de uma reforma já garantida e graças a quê? A dar beijinhos a agricultores, comprar submarinos e fazer birrinhas no hemiciclo?...

Pois é... O que também fica mal é haver reformas milionárias acumuladas, presidentes da EDP Renováveis septuagenários, deputados de Portugal com primeira habitação em França (o que implica comparticipação de deslocações), reuniões a €10.000, sites a € 100.000, três auto-estradas no mesmo percurso, … É melhor para por aqui.

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