[/caption]Bem... Vou-me armar em opinador de televisão e/ou revista e mandar umas postas sem pesquisar o assunto! Não me apetece pesquisar sobre o regime de avaliação dos professores, principalmente porque está sempre a mudar...
A base do problema do regime de avaliação dos professores é a própria avaliação dos professores. Vejamos: o sistema de avaliação ou assenta no desempenho dos alunos avaliados pelos próprios professores ou na avaliação feita por outros professores. Qual é o problema que eu vejo aqui? Simples: estes regulamentos são feitos por corrup... perdão... políticos.
Imaginemos que o caro ou cara e bela leitora é um professor que tem a progressão na carreira dependente do desempenho de duas dúzias de pirralhos ranhosos. Agora, o que pensaria o leitor nessa situação? "Vou ensinar em condições e ter avaliações medianas enquanto vejo os outro a encher os bolsos no BPP?!? Vou mazé dar boas notas a todos e subir na vida!" Resultado: mais uma ou duas gerações abaixo do seu potencial.
Novo cenário. Apague a situação acima descrita, mas permaneça professor. Agora é um professor que apenas sobe na vida com a avaliação dos outros professores e eles com a sua avaliação. O que acontece? Qualquer aluno de economia do terceiro ano, ou melhor, agora é do segundo porque chegou Bolonha que mirrou o tempo de curso e o tempo de formar homens e mulheres interventivos em associações e assim... É mais fácil para quem está no poleiro, mas adiante! Qualquer aluno do segundo ano de economia identifica aqui um perfeito exemplo da Teoria dos Jogos. Vejamos o pensamento: "ou avalio positivamente o meu colega e ele sobe ou avalio negativamente e ele não sobe, esperando subir eu". O resultado é más notas para todos os docentes. Mas como o Homem é um animal sociável, vai haver conversas entre colegas e surgirá conluio. E o que é um conluio, palpita a questão na mente do leitor? Conluio é precisamente o que acontece com o preço dos combustíveis em Portugal : há um acordo (pelo menos implícito) em que nenhuma gasolineira desce os preços mais do suficiente para manter o Zé Povinho calmo antes de subir mais do que desceu. Resultado: ficamos com excelentes professores que formam jovens medíocres.
Mas como não acho bem apenas criticar, o que proponho? Proponho que o principal visado da política educativa seja o aluno e não o professor! O professor tem muito mérito mas o importante aqui é o aluno e que ele aprenda. E se se fizessem exames nacionais realmente exigentes a todos os alunos vigiados por alguém que não lhes desse as respostas? "Ah e tal, é muita pressão para os meninos..." Mas o quÊ? Nos dias que correm, em que tudo é feito a correr e sobe pressão acham que os alunos não aguentam a pressão de um exame? Isso é diminuir a capacidade do capital humano português. Para além de qualquer puto conseguir chegar ao fim do COD. E olhem que aquilo exige concentração e decisões rápidas... "Ah e tal, mas gastava-se muito dinheiro e não pode ser por causa da crise e cenas...". Como!? Não se pode investir na formação dos portugueses mas pode-se "dar" €650.000 ao BPP para hoje valer apenas € 150.000, ou pode-se ter submarinos com uma manutenção anual de € 5.000.000, ou pode-se fazer 5 auto-estradas no mesmo sítio, ou...
Por favor...
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