quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Eu adoro café!

[caption id="attachment_324" align="aligncenter" width="300" caption="Impostos"]Impostos[/caption]

Eu adoro café!

Começo esta "posta" assim porque me parece um atentado à minha pessoa a ideia de instituir um IEC (Imposto Especial sobre o Consumo) ao néctar divino.

Hoje, o JNegócios informa que o governo pode considerar um estudo que aconselha a aplicação de um imposto especial sobre o café, fundamentado em dois pontos: 1) estimulo a hábitos de consumo mais sustentáveis e 2) compensar a perda fiscal. Actualmente estes impostos já são aplicados ao alcool, tabaco e produtos petroliferos.

Apesar de ser um produto que tem os seu contras, principalmente a nível social, não me parece que o café esteja ao nível do tabaco ou dos produtos petroliferos. Passemos a esmiuçar (já que está na moda):

O tabaco: quando consumido em excesso como é habitual, está provado ser prejudicial à saúde; cria imensos desperdicios com o próprio tabaco e o que sobra após o consumo e com as embalagens que são constituidas por uma folha de aluminio (talvez, não sei), uma caixa de papel e uma pelicula de plástico, o que é manifestamente um desperdicio; desprestigia a imagem do país, com os seus impactos na industria em que Portugal poderia investir em força, o turismo, com os seus consumidores a despejar a "beata" em tudo que é sítio, excepto no lixo.

Quanto aos produtos petrolíferos: criam efectivamente poluição desnecessária. Se os governos parassem de ceder aos interesses das petrolíferas e apoiassem energias limpas para os transportes, isso sim! E pouco mais há a argumentar.

No caso do álcool: tal como o tabaco faz bem com moderação mas o seu impacto para a sustentabilidade do planeta deve ser mais "pesado" que o café; e é o simbolo da decadência das sociedades "desenvolvidas" onde não se sabe beber (ou sabe-se bem de mais, dirão alguns).

Já o café produz alguns residuos mas nada que se compare com os dois produtos vistos acima. Fiscalmente é uma maneira de arrecadar mais dinheiro em impostos, é um facto, mas se é assim tão necessário porque não taxar outros produtos? Por exemplo: porque não liberalisar e consequentemente taxar "drogas" leves tal como é feito com o tabaco e com  álcool? Não me venham dizer que é diferente porque não é, é droga na mesma (substância com potencial para causar habituação); ou a prostituição? A prostituição é um serviço que pode se regulado para garantir qualidade tal como um contabilista, um picheleiro ou um estafeta.

 

Agora, mexer no café...

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