quinta-feira, 25 de junho de 2009

E 'Lei Napoleónica' no parlamento??

[caption id="attachment_71" align="aligncenter" width="320" caption="Lei Napoleónica"]Lei Napoleónica[/caption]

Lei napoleónica... até parece que te ouço a perguntar! Eu passo a explicar:
Reza a história que um belo dia foi um jovem advogado lisboeta caçar para o Alentejo. O jovem advogado sedento de acção depois de uma semana desgastante a tratar dos problemas de Port de um engenheiro-técnico amigo, chega à zona de caça e vislumbra um belo e gordo pato bravo a esvoaçar não muito longe. Para um profissional competente habituado a percorrer o terreno atribulado da lei não foi difícil perseguir e abater o animal.

Mas deparou-se com um problema: o raio do bicho fez questão de cair dentro de uma propriedade. Perante isto o advogado teve de falar com o dono do sítio. Lá tocou à campainha e veio um pachorrento alentejano ter com ele.

"Muito bom dia! Ò amigo, dá-me licença de ir apanhar o pato que abati e caiu dentro de sua casa? Caiu mesmo ali no terreno..." - disse o lisboeta. Nisto retorque o alentejano: "Ne pensari! O bicho caiu aqui, é meu!". O jovem lisboeta fica boquiaberto com a reacção e começa a tentar convencer o velho alentejano com paleio de advogado... Após alguma insistência o alentejano diz-lhe: "Vamos lá a veri! Aqui nós usamos a Lei Napoleónica!". O lisboeta confuso pergunta-lhe o que é isso de 'Lei Napoleónica' e o homem explica: "É assim: um dá três pontapés no outro, depois troca e por aí em diante até um desistir. Quem não desistir ganha e fica co pato". O lisboeta pensa um pouco e lá diz: "Muito bem! Vamos a isso!", pensando ele: «É só um velhote, não deve ser complicado ganhar...». E o alentejano prontamente: "Tá bem... Começo eu...".

E lá começou! Vai o alentejano, puxa a perna bem atrás e acerta com a bota mesmo naquela zona sensível do homem. O lisboeta caiu logo de joelhos em desespero e sem conseguir falar sequer. Ainda não tinha voltado a si quanto o velhote volta à carga com um valente golpe na cara! Mesmo em cheio nos dentes! Era vê-los a saltar... O advogado já deitado no chão, sem saber se protegia a cara ou as partes baixas e heis que leva com o terceiro pontapé mesmo nos rins!

Desesperado mas a pensar que era a sua vez, o advogado lá se levanta a muito custo e depois de uns minutos a recuperar vira-se e diz: "Afffff, agora é a minha vez", ao que o alentejano lhe responde: "Deixe lá isso amigo! Eu desisto, leve lá o pato!".

Moral da história: Não andem à caça, pode correr mal.
Mas o que me leva a escrever aqui é uma proposta para resolver as discussões da Assembleia da República, em especial aquelas que começam com "Mas foi você que começou...", ou "Foi o nosso partido que fez...", ou até "Não fui eu! Foram eles, eu vi!". Aquelas discussões que se aperfeiçoa desde a primária, sabem...

Mas calma! Isto da Lei Napoleónica é um pouco bárbaro nestes moldes! Eu faria uma pequena alteração: só se poderia desistir depois de uma ronda para cada lado!

Os debates quinzenais iriam ser mais rápidos e mais animados, até podiam passar para horário nobre!

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