quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Dia dos Namorados, Natal e 25 de Abril


Chegado o Fevereiro somos atingidos por uma enxurrada de publicidade aos corações, todo um movimento capitalista que impele o comum dos enamorados a marcar o ponto na prova de amor anual (ou pelo menos aquela que dificilmente se esquece: easy win!). Será uma prova de amor assim tão grande comprar bombons, marcar um spa para 2 ou reservar um quarto no alto Douro no 14 de Fevereiro?
Atenção, apesar do volume de lixo que a TV ou o e-mail nos impinge, nada tenho contra os corações apaixonados ou muito menos ao estímulo económico gerado. A questão que levanto é mais filosófica: porquê todo este empenho apenas no dia de São Valentim? É como o Natal ou o 25 de Abril: porque não são quando um Homem quiser? A não ser que não queira....
"Ui... Vem o miúdo meter o 25 de Abril ao barulho..." Calma capitães, não sou do tempo da outra senhora nas também não sou do tempo do São Valentim nem do nascimento do Senhor. Escrevo com a mesma legitimidade, vale o que vale.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Gestão de ansiedade

Imagem retirada de http://antoniozerafa.blogspot.pt

Não vai há muito tempo ouvi uma conversa de um colega recém pai sobre aventuras nas consultas com o pediatra. Dizia ele que para o bebé os pais são deuses, tudo acontece por causa deles, toda a sua vida gira em torno desses dois seres que o rodeiam. Como tal, uma das funções dos progenitores é planear a vida da criança e isto irá moldar o rebento, sendo aconselhável desde pequenos gerir a ansiedade da criança através da gestão das suas expectativas. Por exemplo: uma criança com ânsia de brincar com tudo que vê à frente se tiver uma orientação do género “brincas agora com isso, depois arrumas e depois brincas com aquilo a seguir” gere melhor essa ânsia e relaxa.
É um pequeno exemplo que vale o que vale mas tem sumo suficiente para se explorar esta abordagem noutros meio e para outras faixas etárias. Por exemplo: recentemente estive no estrangeiro e deparei-me com o ciclo dos semáforos a ser verde -> amarelo -> vermelho -> amarelo -> verde em vez do usual (para os portugueses) verde -> amarelo -> vermelho -> verde. O pequeno pormenor do amarelo entre o vermelho e o verde reduz a ansiedade do condutor, pois este sabe que só pode avançar no verde mas antes é avisado com um sinal amarelo.

Um detalhe, é certo, mas que, com a gestão de expectativas, reduz a ansiedade dos condutores, o que melhorará a segurança dos mesmos ao volante, ceteris paribus.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dilema do Prisioneiro



O dilema do prisioneiro é um clássico da teoria do jogos. O problema baseia-se na detenção de dois companheiros de crime que são interrogado em salas separadas. Os polícias preparam interrogatórios separados em que os dois criminosos não podem comunicar um com o outro. A ambos os infratores é proposto um acordo para conseguir a denuncia do companheiro. Caso apenas um deles denunciar o outro, o que cedeu ao acordo da polícia sai em liberdade e o outro apanha 10 anos de cadeia. Caso ambos se denunciem apanham cada um 5 anos de cadeia e caso nenhum ceda à pressão da polícia ambos apanham apenas 6 meses de prisão. Este problema é abundantemente aplicado na área económica em situações onde há vários jogadores que atuam em simultâneo sem saber o que os adversários vão jogar.
Há  pouco ouvi na TV uma frase interessante: “São os consumidores que criam empregos e não os ricos”.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Economia na perpetiva de um engenheiro



Falava hoje ao almoço com um colega que, apesar de ter formação base em engenharia, foi para economia tirar um mestrado em gestão de inovação. Contava ele algumas peripécias por que passara de entre as quais uma se destacou.
A meio de uma aula após resolver alguns cálculos algo complexos, daqueles que só se pode fazer depois de assumir um sem número de pressupostos no mínimo questionáveis, pergunta ele ao professor: “Bem, os cálculos estão feitos e agora como fica o país mais rico?”, deixando o professor deveras desconfortável. Tendo já sido alvo do habitual bulling a engenheiros

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ajudem o Presidente!


Fiquei chocado com as afirmações do nosso Presidente Aníbal Cavaco Silva... Não é que o órgão máximo da democracia, o nosso representante, o Presidente de todos nós não ganha para as despesas e tem mesmo que recorrer a poupanças humildemente amealhadas ao longo de quase quarenta anos de descontos como professor universitário, alguns anos como investigador, quase trinta anos como funcionário de nível 18 do Banco de Portugal,... Pobre coitado, depois de duas ou três vidas de trabalho, onde até tem sido politico há mais de vinte anos, ainda é obrigado a trabalhar em Belém para conseguir por o pão na mesa e comprar um bolo-rei no Natal... Dos pequeninos!
Vamos lá a ajudar o senhor, temos de ser uns para os outros! Quando for eu a precisar de um complemento para os meus 10.000€ de rendimentos também espero ter a solidariedade dos meus compatriotas!

Eu já enviei hoje de manhã